sexta-feira, 25 de novembro de 2011

4. AS CONDIÇÕES PARA UM VERDADEIRO DISCERNIMENTO


Não é possível iniciar um discernimento espiritual dos carismas sem ter as disposições necessárias para este momento importante da vida da comunidade eclesial. Querendo ajudar-nos a prática do discernimento, tornam-se imprescindíveis pelo menos estas condições:

4.1. Sentir-se realizado como pessoa humana

Em todos os envolvidos no discernimento dos dons de Deus, exige-se um grande equilíbrio no que dizem e no que fazem. Devem ser pessoas serenas e contentes, apesar de seus defeitos e de suas limitações, e que não deixem levar por frustrações, compensações afetivas. Um equilíbrio psíquico é indispensável, evitando a presença de pessoas que sofrem de esquizofrenia ou carregam fortes complexos em sua vida ou são sujeitas a alucinações.

4.2. Encontrar-se num momento sereno e tranquilo

Quem sofresse graves distúrbios na sua personalidade não teria condições para enfrentar um discernimento, pelo menos neste momento. É necessário que a pessoa se encontre num momento favorável e positivo: tenha um bom nível de autoestima; saiba apreciar a si mesma e aos outros; seja capaz de optar pela vida; saiba reconhecer o bom que existe nos outros e saiba perdoar suas falhas; esteja sempre pronto e alegre em servir. Já seriam sinais

Já seriam sinais contrários: uma autocrítica rigorista; uma hipersensibilidade à crítica; uma indecisão crônica; um desejo excessivo de agradar; uma culpabilidade neurótica. Assim como uma atitude de pessimismo, que se decepciona com quase tudo, que não sabe ver mais nada de bom e positivo em si e nos outros.

4.3. Intensificar a vida de oração

Para quem quer assumir seu compromisso de fé e de serviço à missão de Cristo é sempre necessário manter-se em união com Deus pela oração e intimidade com Ele. Ainda mais quando se apresentam momentos mais importantes e delicados de sua vida, como pode ser o discernimento dos dons de Deus. É justamente nestes momentos que se faz mais necessário pedir a luz e a força do Espírito Santo, prestando muita atenção à nossa maneira de rezar e mantendo um clima de união e de intimidade com o Senhor ao longo do dia.
É preciso muita luz do Espírito Santo para saber distinguir e examinar os “espíritos” ou as “moções”, movimentos do Espírito, mas também se faz necessário pedir muita força do Espírito Santo para poder levar a cumprimento as decisões tomadas no fim do discernimento.

4.4. Ser interiormente livre

Não poderia surtir efeito o discernimento se as pessoas envolvidas não possuíssem uma liberdade interior, que as faça interiormente desapegadas das coisas, das pessoas, dos lugares, enfim de tudo que possa condicionar qualquer decisão a ser tomada.

Assim como seria uma perda de tempo e não poderia chegar a decisões acertadas, quem entrasse no discernimento dos carismas com uma posição já tomada sobre o objeto a ser discernido ou movido por preconceitos que invalidariam e prejudicariam todo e qualquer processo de discernimento. É indispensável manter-se numa atitude de liberdade interior, de disponibilidade e abertura para qualquer possível sinal ou opção que aparecer como vontade de Deus. Enfim, ser ainda interiormente livre para ser capaz de assumir qualquer decisão que aparecer como deliberação final do discernimento realizado, de acordo ou contra o meu parecer, a minha posição pessoal.

4.5. Profundamente amante da verdade

O amor à verdade é condição indispensável para qualquer discernimento. Sem esta característica, se perde credibilidade e se coloca em dúvida qualquer decisão que venha a ser tomada. Para o discernimento dos dons de Deus, é necessário amar a verdade mais do que o extraordinário. Por isso, quem se encontra nesta atitude não tem medo de ser avaliado pela Hierarquia da Igreja, porque confia na ação de Deus nela, apesar de possíveis fraquezas ou defeitos, porque reconhece nela a função dada por Deus de discernir os dons do Espírito Santo.

Quem alimenta um profundo amor à verdade mantém uma renovada confiança em Deus e obedece à Hierarquia da Igreja em caso dela se manifestar contrária ao seu dom, porque confia na ação de Deus. O amor à verdade leva a pessoa a não gostar de aparecer, a ser temerosa em falar de fatos extraordinários e a estar com medo de enganar-se e de enganar os outros. Por isso, busca a ajuda de um padre espiritual e se deixa guiar por ele e pela Hierarquia.

PARA QUEM É O DISCERNIMENTO?


São João Evangelista, na sua primeira carta que nos deixou, convida todos a saberem examinar os espíritos, pois somente através do discernimento poderemos ter a certeza se são de Deus ou, pelo contrário, eles vêm do maligno:

Não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram no mundo. Nisto reconheceis o espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; e todo espírito que não confessa Jesus não é de Deus; é este o espírito do anticristo. Dele ouvistes dizer que ele virá e agora ele já está neste mundo. (1 Jo, 1-3).

Não pensemos que o discernimento seja uma tarefa complicada ou difícil, que exija estudo ou outras qualidades de que a maioria do povo de Deus carece. Nada melhor que refazer-nos às palavras de Jesus Cristo que criticava os fariseus e doutores da Lei por não saber praticar o discernimento no cotidiano da vida e perder aquela capacidade de distinguir os sinais dos tempos, que todo homem de fé sabia fazer:

Quando vedes levantar-se uma nuvem no poente, logo dizeis: ‘Vem chuva’, e assim acontece. E quando sopra o vento do sul, dizeis: ‘Vai fazer calor’, e isso sucede. Hipócritas, sabeis discernir o aspecto da terra e do céu, e por que não sabeis o tempo presente? (Lc 12, 54-56)

Aprendam, portanto, a parábola da figueira quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está perto. Vocês também quando virem todas estas coisas, fiquem sabendo que ele está perto, já está às portas (Mt 24, 12-13)

Esta capacidade de perceber a ação de Deus em nossa vida pessoal e em nossa história de povo de Deus é o que se espera no momento do discernimento, no qual nos dispomos a colher em nosso coração a vontade de Deus e a pô-la em prática.

O discernimento é um fato que cada vez mais deve entrar na vida do cristão, não somente em casos extraordinários, e sim no seu cotidiano. Quantas decisões  que tomamos ou estamos tomando ou iremos tomar, que precisam de um discernimento espiritual, pelo qual, orientados por critérios evangélicos, saibamos encontrar a vontade de Deus em nossa vida.
A escolha de uma profissão, de uma vocação, de um estado de vida (casamento, vida religiosa,etc.), de estudos, de amizades quantas vezes são tomadas por um certo imediatismo e não por um discernimento segundo os critérios evangélicos.

Assim como na vida eclesial precisamos do discernimento comum na escolha de agentes de pastoral, na hora de fixar prioridades pastorais e de tomar várias iniciativas para o bem da comunidade. Por isso foram criados os conselhos na vida da Igreja, em todos os níveis, para que todos aprendamos a examinar os “espíritos” e a perceber o que Deus espera da sua Igreja.

Nós, hoje, precisamos vivenciar muito a prática do discernimento na vida eclesial, temos que saber discernir os carismas, sobretudo aprender a examinar os dons do Espírito que parecem ter algo extraordinário na vida de certas pessoas e que, muitas vezes, são motivo de sofrimento para quem presume ter tais dons.


               

sexta-feira, 24 de junho de 2011

DO CONGRESSO " O ESPÍRITO SANTO E OS SEUS CARISMAS" - MOMENTO DE REFLEXÃO



O Espírito Santo e sua ação na história humana: critérios de discernimento
(Padre João Pedro Cornado, SJ)

1.       INTRODUÇÃO

Estamos vivendo num mundo e num momento da nossa história de povo de Deus todo especial, onde a presença do Espírito Santo se faz mais forte e viva. Parece estarmos vivendo o que o profeta Joel disse “Derramarei o meu espírito sobre todos os viventes. Os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas; entre vocês, os velhos terão sonhos e os jovens terão visões” (Joel 3,1).
A nossa Igreja também, ao longo destes últimos anos, animada pela força do Espírito Santo, sente-se renovada, a partir, sobretudo do Concílio Vaticano II, por esta chuva de dons que o Espírito Santo está derramando sobre ela. Cabe lembrar aqui a belíssima comparação de S. Cirilo de Jerusalém, uma verdadeira catequese para os nossos dias:

“A água que Eu lhe der tornar-se - á nela uma fonte de água viva, que jorra para a vida eterna. Novo gênero de água esta que vive e jorra; mas jorra apenas sobre os que são dignos dela. Mas porque o Senhor dá o nome de água à graça do Espírito?
Certamente porque tudo tem necessidade de água: ela sustenta as ervas e os animais. A água da chuva cai dos céus e, embora caia somente do mesmo modo e na mesma forma, produz efeitos muitos variados. Não é, de fato, o mesmo, o efeito que produz na palmeira e na videira e assim em todas as coisas, embora a sua natureza seja sempre a mesma e não possa ser diversa de si própria. Na verdade, a chuva não se modifica a si mesma em qualquer de suas manifestações, mas ao cair sobre a terra, acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessita.
De maneira semelhante, o Espírito Santo, sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui por cada um a graça como lhe apraz. E assim como a árvore ressequida, ao receber a água, produz novos rebentos, assim também a alma pecadora, produz frutos de justiça. O Espírito tem um só e o mesmo modo de ser, mas, por vontade de Deus e pelos méritos de Cristo, produz efeitos diversos.
Serve-se da língua de uns para comunicar o dom da sabedoria; ilumina a inteligência de outros com o dom da profecia. A este dá-lhe o poder de expulsar os demônios, àquele concede-lhe o dom de interpretar as divinas Escrituras. A uns fortalece-os na temperança, a outros ensina-lhes a misericórdia; a estes inspira a prática do jejum e os exercícios da vida ascética e àqueles a sabedoria nas coisas temporais; a outros prepara-os para o martírio. Enfim, manifesta-se de modo diferente em cada um, mas permanece sempre igual a Si mesmo, como está escrito: A cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem comum.
Branda e suave é a sua aproximação, benigna e agradável é a sua presença; levíssimo é o seu jugo. A sua vinda é precedida pelas irradiações resplandecentes da sua luz e da sua ciência. Ele vem como protetor fraterno: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e depois, por meio desse, a alma dos outros.
E assim, como aquele que se encontrava nas trevas, ao nascer do sol recebe nos olhos a sua luz e começa a contemplar com clareza o que antes não via, também, o que se tornou, digno do dom do Espírito Santo, recebe na alma a sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava”. (DA CATEQUESE DE S. CIRILO DE JERUSALÉM, bispo, séx.IV)

2.       É COMO A CHUVA QUE CAI

Esta chuva de dons extraordinários e de carismas, que, ontem como hoje, vem renovar a Igreja, exige de todos nós uma postura equilibrada que deveria manifestar-se desta forma:

2.1. Atitude de profunda gratidão diante dos carismas

Numa atitude de agradecimento, pois são dons de Deus para o bem do seu povo. Não se deve esquecer que todo carisma é fruto unicamente da gratuidade do Senhor e não é proporcional ao grau de santidade ou de amor para com Deus. Nunca os carismas podem ser considerados por alguém como passaporte para o céu ou atestado de santidade. Unicamente, eles se apresentam como um dom gratuito, que, pelo misterioso amor do Senhor, é oferecido a uma pessoa para confirma-la na fé, na sua vocação cristã e para ajudar a Igreja na sua caminhada de povo de Deus.
Devemos então resistir a toda tentação de sentir-nos donos dos carismas que o Espírito Santo pode distribuir entre nós, os seus fiéis, e favorecer uma atitude de profunda gratidão para com o Senhor nosso Deus, Trindade Santa, para que estes carismas sejam entendidos dentro do projeto do Pai, acolhido como sinal de amor profundo de Cristo para com a sua Igreja e assimilados como força viva do Espírito Santo para a renovação do Povo de Deus.
Nunca agradeceremos bastante o Senhor pelos dons recebidos em nossa vida pessoal e em nossa história de Igreja a caminho da Nova Jerusalém.

2.2. Atitude de oferecimento dos dons recebidos

Os dons de Deus devem despertar em nós uma atitude de entrega, de saber oferece-los para que estejam a serviço da comunidade eclesial e, portanto, devem ser apresentados à Hierarquia da Igreja e avaliados por ela, o qual, caso reconheça sua validade, deverá também estabelecer o seu uso ou aplicação na vida da comunidade eclesial, em vista ao bem comum da Igreja toda.
Saber oferecer os seus dons, assim como a Virgem Maria soube oferecer ao Pai o seu maior dom de sua vida, seu Filho Jesus Cristo. Aos olhos humanos que contemplavam aquele mistério de amor, que estava acontecendo em Nossa Senhora, podia aparecer inútil subir ao templo e apresentar ao Senhor o seu primogênito. O que foi direta do Espírito Santo, seu Filho Jesus, não devia obrigatoriamente submeter-se à Hierarquia do Templo e ser resgatado conforme o sentido e o costume da tradição judaica. Mas, o Senhor é um Deus que respeita as suas criaturas, os ama profundamente, age no máximo respeito das ordens das coisas e, portanto, não passa por cima do que ele tinha estabelecido para o povo de Israel, nem no caso de seu Filho.

2.3. Atitude de discernimento dos carismas

Seguindo este exemplo, todo cristão que recebe um dom especial de Deus não pode simplesmente dispor dele como achar melhor, mas saberá oferece-lo à atual Hierarquia do povo de Deus, para que primeiro reconheça nele a presença do amor do Pai e depois possa definir seu uso para o bem da Igreja.
Por isso, é necessário adquirir uma atitude de discernimento, de saber distinguir o que pode vir de Deus e o que pode vir da mesma pessoa. Torna-se importante conhecer o processo de discernimento que ajude a descobrir o que pode, de fato, ser útil para a Igreja, para que os dons de Deus sejam eficientes no meio de nós. Se é a Hierarquia da Igreja que deve manifestar-se diante dos dons comuns e carismas especiais, que aparecem entre os fiéis, cabe, porém, a todos os envolvidos assumirem com seriedade o processo de discernimento que necessariamente se impõe à comunidade eclesial.
Embora o discernimento seja um momento espiritual já conhecido na Igreja, pelos Santos Padres e pela tradição eclesial, de fato na nossa experiência religiosa parece que ele está sendo cada vez mais redescoberto na vida eclesial. Sem dúvida, para muitos o discernimento comunitário dos dons e carismas é algo novo que ainda está acontecendo e do qual todos nós nos sentimos marinheiros de primeira viagem.

3.0. O DISCERNIMENTO DOS CARISMAS

Tentaremos, então, traçar agora de que forma a Igreja deveria acolher, discernir e apresentar os carismas à comunidade eclesial, a fim de que todos nós, que somos parte deste povo de Deus, possamos ter uma postura correta diante desta chuva de dons, que o nosso Deus parece distribuir hoje não somente a nós católicos, mas às suas igrejas cristãs.
Esta última constatação torna o Movimento Carismático de Assis (MC) obrigatoriamente aberto ao diálogo ecumênico, sendo que esta chuva de dons não se restringe ao âmbito católico, mas está presente em outras igrejas cristãs. Será pelo diálogo e pela convergência dos carismas, presentes nestas outras igrejas cristãs, que poderemos contribuir muito eficazmente, também, para a unidade dos cristãos.
O nosso Centro de Estudos se sente profundamente empenhado em refletir e estudar esta convergência de dons e carismas, enquanto acompanha e acolhe tudo que o Espírito Santo está distribuindo aos seus filhos e filhas, para apresenta-lo à Hierarquia da Igreja.

3.1. O que vem a ser o discernimento?

São Paulo cita o discernimento como um dos dons, que o Espírito Santo suscita na comunidade de Corinto. É um dos vários dons que estão presentes e do qual mais precisam, neste momento, para superar as dificuldades e as discussões que estão surgindo no seio da comunidade eclesial:

“A um, o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro o poder de fazer milagres; a outros a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos, a outro o poder de falar em línguas; a outro ainda o dom de interpretá-las” (1 Cor 12,8-10)

Se é um dom especial de alguém, que pode servir para ajudar os outros que encontram maiores dificuldades, torna-se, porém, uma obrigação de todos os cristãos, que querem assumir sua vida de fé e inserir-se plenamente no projeto de amor de Deus Pai. De fato, pelo batismo recebemos o Espírito Santo para que nos conduza à plenitude da verdade e nos abra aos tesouros do amor gratuito de Deus. Por isso, São Paulo escreve aos Corintos, confirmando-os na possibilidade de discernir os dons de Deus, sendo que Este lhes enviou o seu Espírito:

“Quem, pois, dentre os homens conhece a fundo a vida íntima do homem, senão o espírito do homem que está dentro dele? Da mesma forma, o que está em Deus, ninguém o conhece, senão o Espírito de Deus. Quanto a nós, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus, para conhecermos os dons da graça de Deus” ( 1 Cor 2,11-12)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AS TRÍADES NO MOVIMENTO CARISMÁTICO DE ASSIS



O que é a Tríade ?

            A Tríade do MC é apresentada nas locuções pelo Senhor com a imagem de um cacho de uva, composto de grãos unidos entre si de três em três num só cacho.
            Ela é uma comunhão de três pessoas, que se sentem atraídas, por afinidade espiritual, a orar juntas, a aprofundar juntas a sua experiência de fé, a trabalhar juntas para o desenvolvimento do plano de Deus.
            Uma Tríade de novidades que não se manifesta somente nas pessoas, mas também na criação, onde todas as coisas que existem, ainda as mais ínfimas, revelam  ao microscópio uma estrutura trinitária.

            Qual a finalidade das Tríades?

            Elas serão uma grande ajuda para a vida do MC e da Igreja, para expandir melhor os dons do Espírito Santo; para na oração em conjunto saber discernir e tomar as decisões mais justas.     
           
            Como nasce uma Tríade?

Um dia percebemos ter duas pessoas presentes na oração, de vermos muitas vezes as suas almas transfigurar-se, de conhecer sobre o plano sobrenatural a beleza interior que as envolve e o desejo de apresentá-las ao Senhor com imensa alegria.
Sobretudo, existe alguma coisa a mais, existe a alegria de juntos glorificarmos o Espírito santo pelos dons que ele mesmo colocou nestes irmãos. Mesmo que eles não habitem numa mesma cidade, ainda que não se conheçam as suas recíprocas histórias, o Senhor une e liga entre si os componentes da Tríade.
 Não existe esforço algum dos mesmos, parece que alguns membros sabem quando devam comunicar-se diretamente com um dos dois ou, através de alguém, os três começam a entrar em comum acordo entre si. Portanto, a Tríade nasce de um empurrão do Espírito Santo que une três almas, que não se conhecem, em uma só coisa.

            Quais as condições para formar uma Tríade?

            Ela não é fruto de simpatia humana ou de capacidades práticas. O que constitui as três pessoas numa Tríade é um chamado próprio, que nasce de uma experiência pessoal de comunhão profunda com o Senhor, que passa agora a experiência trinitária com Deus.
            Por isso, a Tríade é chamada também de grupo trinitário e, para que possa se firmar, se faz necessária a união, a compreensão, a multiplicidade de ação. Quando numa Tríade não existir uma perfeita harmonia é porque alguns dos seus membros não chegaram ainda a uma plena maturidade espiritual.
         
            Que atividades desenvolvem as Tríades?

            Primeiramente as Tríades são fonte de unidade entre si e no grupo, no MC e na Igreja. Por isso são chamadas a viver na harmonia e na unidade e a viver a missão recebida para o MC.
            Depois, animadas por esta relação de amor, serão convidadas a estudar e aprofundar as locuções, tornando-se assim uma molécula do Centro de estudos que contribui para levar ao Centro as vozes de confidentes, pondo em destaque as convergências carismáticas, inclusive com outras religiões também.
            Por isso o Centro de estudos será responsável pela formação espiritual da Tríade e coordenará a contribuição que cada Tríade poderá dar ao Centro.

            A Tríade tem um nome

Quando tomamos consciência do projeto de Deus sobre nós então encontramos e definimos a nossa plena vocação, missão e realização na Tríade fazendo coincidir com a essência da nossa própria pessoa expressa através de um alimento espiritual conhecido.
Assim um componente da Tríade é definido a farinha, o outro a água e o terceiro o fogo e, inexplicavelmente todos se encontram em harmonia e de acordo com a escolha. Quando colocamos os três elementos juntos, misturando farinha e água colocadas sobre o fogo, nos vem o pão; mas, faltando o fermento, nos vem um pão ázimo.
A palavra ázimo é um profundo chamado que ressoa dentro de cada um nós: devemos nos tornar os pães ázimos para o Senhor, os pães oferecidos na sua perfeição e pureza em seu banquete e sacrifício de amor para a salvação da Igreja e de muitas almas.

Quem me ama verdadeiramente, no Movimento Carismático se torna valor e do valor se torna ázimo. Eu tenho necessidade de vocês como ázimos no meu banquete de verdade e justiça. (1 Cor 5,8)

 Franca: Senhor, o que pretende dizer com ázimos?

Portadores da verdade, praticantes da justiça, valentes por humildade. Sem humildade o valor não pode se tornar ázimo. ( Êxodo 12,15.18 )
Os ázimos são aqueles que seguirão para sempre o Cordeiro onde quer que ele vá!  (07.06.77)

Nos famosos setores do M.C. deve prevalecer obediência e amor. As Tríades, repito, são os canteiros do meu jardim. Sou assim tão ciumento por cada canteiro que desejo Eu irrigá-lo. Poderei pedir aos Anjos para fazê-lo, mas como já vos disse, tomo conta deles eu mesmo. (15.01.91)



           
A Tríade tem alguma fundamentação na Bíblia?

            A Tríade é uma realidade já presente na Bíblia. Jesus indica nas locuções algumas Tríades de que participava: antes com seus pais Maria e José; depois com Marta e Maria, as irmãs de Lázaro; enfim com três apóstolos, Pedro, Tiago e João, sempre presentes em momentos especiais de sua vida (por exemplo: na transfiguração ao Tabor, no horto das oliveiras, etc.).
            Outras Tríades, indicadas nas locuções, eram as mulheres que foram ao sepulcro, os Reis Magos, que são apontados como os protetores particulares das Tríades.

            A fé, a esperança e o amor da Tríade

            Para Paulo, o cerne da vida cristã reflete-se na unidade dinâmica de fé, esperança e amor. Cada um desses conceitos caracteriza, em passagens decisivas das epístolas paulinas, a genuína resposta dos homens à ação salvífica de Deus, a qual tomou forma na figura crucificada e ressuscitada de Jesus Cristo. São especialmente expressivas as sentenças do apóstolo que concentram os três termos numa tríade.
            Nas epístolas paulinas reconhecidamente autênticas, ela aparece três vezes: em 1Ts 1,3 e 5,8, como também em 1 Cor 13,13. Além disso, há outros versículos em que ela parece ressoar ou é nitidamente pressuposta (1 Cor 13, 7; Gl 5, 5s; e também 1 Ts 3, 6; Fl 5, Rm 5, 1-11).
 A Tríade fé-esperança-amor (pitis –elpis –agape) é para o apóstolo uma fórmula do ser cristão. De maneira intensa, ela conceitua o ser da existência cristã. Ela não se presta à redução do elemento cristão, mas à concentração sobre o Evangelho. Indica tanto a relação com Deus (pistis, elpis) como a relação com o próximo (agape).
 E porque não dizer uma forma de ser e agir de uma Tríade no MC, que deve viver e ser estas três virtudes personificadas para a salvação e libertação de muitos oprimidos, cativos e enfermos espiritualmente, neste nosso tempo atual, onde as trevas parecem já cantar a vitória sobre os filhos da luz.
Ela não fala apenas da confissão, mas também da práxis do batizado. Não situa a identidade cristã no espaço íntimo da alma na utopia, mas na história real, que pela auto comunicação de Deus em Jesus Cristo é, ao mesmo tempo, possibilitada e definida. Nisso se funda a qualidade extraordinária da Tríade. Reflexão teológica, concentração espiritual e intenção paraclética adquirem uma ligação inseparável. Com a Tríade, Paulo intenciona apresentar às suas comunidades a autêntica natureza cristã, para, de acordo com o Evangelho, conduzi-las à fé, à esperança e ao amor.



A Tríade na discussão sobre o autenticamente cristão

Para Paulo, fé, esperança e amor são as realizações decisivas do ser cristão. A esse respeito, impera uma unanimidade fundamental entre as diferentes confissões. A realização cristã de vida caracteriza-se pessoal e eclesialmente pelo fato de o alinhamento com Deus estar ligado, de forma indissolúvel, à dedicação ao próximo, ambos mediados por Jesus Cristo e direcionados ao futuro supra histórico do fim soteriológico. A relação com Deus e com Cristo deixa-se exprimir do modo mais precioso no conceito da fé, e a relação com o próximo no conceito do amor; em fase do eschaton, a fé e o amor apontam para a esperança como expectativa da consumação salvífica definitiva num futuro para além da história presente.
O alto valor da Tríade reflete-se em alguns documentos recentes da Igreja. A constituição dogmática sobre a Igreja, do Concílio Vaticano II, vê a ekklesia primordialmente como a “comunidade da fé, da esperança e do amor” (Lumem Gentium 1,8). No documento de convergência “ O caminho da unidade”, concluído em 1980 por uma comissão romano-católica e evangélico-luterana, tanto o objetivo da unidade como o caminho que a ela conduz são descritos em conexão com a tríade paulina ( 24-31. 73-85). No catecismo de confissões católicas e evangélicas a fé, a esperança e o amor aparecem sempre como marcas essenciais da vida cristã.

A Tríade nos Escritos Paulinos

Os primeiros trechos relativos à tríade encontram-se em 1 Ts, o mais antigo escrito conservado do apóstolo. No início da saudação introdutória, diz Paulo à comunidade:

Damos continuamente graças a Deus por todos vós, quando fazemos menção a vós em nossas orações; sem cessar, conservamos a lembrança da obra da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza de vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de Deus nosso Pai.

Pistis, ágape e elpis no v.3 não são noções independentes, pois se aderem a genitivos construídos paralelamente. O pronome possessivo “vossa/vosso”, que no grego antecede a preposição toda, caracterizam fé, esperança e amor como aspectos diferenciáveis ̶ mas intimamente relacionados entre si, intensificando-se uns aos outros  ̶  de uma postura básica que constitui o ser-cristão. Agape significa o amor ao próximo ( cf. 1Ts 3,11; 4, 9s; 5,13); fé e esperança descrevem a relação com o Kyrios Jesus Cristo e com Deus. À esperança cabe a ênfase particular, caracterizada por sua posição final e pela indicação do “objeto” a que ela se refere. Essa ênfase não é casual, ela corresponde ao tom escatológico de toda a carta.
Esse tom ressoa também na parte paraclética da epístola ( 4, 1-5, 24). Aí Paulo encontra de novo uma formulação tríadica. Na continuação da exortação aos membros da comunidade “como filhos da luz e filhos do dia” (5, 5), para serem vigilantes e sóbrios (5, 6), temos (5, 8):

Mas nós que somos do dia, sejamos sóbrios, revestidos da couraça (Is 59, 17, Sb 5,18) da fé e do amor, com o capacete da esperança da salvação (Is 59, 17).

Paulo está seguindo Is 59, 17 e Sb 5, 18, em que no entanto não se registram os termos pistis, ágape e elpis. Todavia, eles ganham ênfase com o apóstolo. Mais uma vez a esperança aparece no fim de forma pronunciada e independente, enquanto o amor e a fé são referidos como par. Também aí a dependência do particípio anteposto (revestidos) compartilhada pelos três termos confere-lhes uma correlação interna.

Sem mencionar a elpis, 1 Ts 3, 6, une pistis e agape. Paulo escreve perto do fim da primeira parte principal, quando toca no motivo imediato de sua epístola:

 Mas agora Timóteo acaba de chegar da vossa comunidade e nos trazer a boa notícia de vossa fé e de vosso amor.

O apóstolo estava muito apreensivo com a comunidade, que ele havia pouco fundara, para em seguida abandonar contra sua vontade. Ele diz que se consolara com o relato do companheiro (3,7), em meio às suas angústias e provações. Isso esclarece bastante o tom de louvor e agradecimento a Deus, característico de toda a carta e da paraclese. Novamente, pistis e ágape são concebidos como um par, as marcas distintivas do bom estado que a comunidade atingiu e conservou.

A formulação da tríade que se tornou clássica está em 1 Cor 13,13:

Agora, portanto, permanecem fé, esperança e amor – esses três; mas o amor é o maior.

O virtuosismo retórico do versículo corresponde a seu significado progmático e ao efeito paraclético. Ele constitui a enfática conclusão do “hino ao amor” (13, 1-3), que por sua vez, exerce um papel-chave nos capítulos 12-14 e, além disso, em 1Cor como um todo. Também em 1Cor 13, 13, agape significa (primariamente) o amor ao próximo, enquanto pistis e elpis são apenas a relação com Deus e Cristo. “Fé, esperança e amor” não são apenas justapostos e enumerados numa sequência como três grandezas; eles formam uma unidade como tríade. Contudo, isso não impede que Paulo conceda, em meio a “esses três! Uma posição especial à ágape – uma ressonância de 1 Cor 13, dificilmente a expressão de uma exaltação espontânea, mas o sonoro acorde final na circunspecta composição do “hino ao amor”. Isso se conclui principalmente com base no v.7, em que Paulo diz, como finalização de uma série de predicações hínicas da ágape (13, 4-7):

Ela tudo desculpa.
tudo crê,
             tudo espera,
tudo suporta.

Características da linguagem Paulina sobre a tríade

Numa primeira abordagem dos textos podem-se reconhecer algumas marcas específicas da tríade.

1.      Em todas as passagens, Paulo mostra a tríade como caracterização precisa e abrangente do ser-cristão.
2.      Para Paulo, fé, esperança e amor não adquirem apenas uma vinculação estreita, mas formam uma verdadeira unidade.
3.      A fé é sempre citada em primeiro lugar ( também Fm 5 e 1Ts 3, 6; Gl 5, 5s), o que revela seu significado fundamental. Mas os outros termos ganham ênfase em certas passagens: em 1 Ts é a esperança, em 1 Cor o amor, e em Gl a fé.
4.      Paulo não emprega a tríade apenas formalmente, mas de maneira refletida e dotada de objetivo. As diversas concepções desviam-se nitidamente umas das outras. Cada uma concorda com o contexto literário, circunstancial ou teológico da carta.
5.      Para o apóstolo, fé, amor e esperança não são primordialmente exigências aos ouvintes da palavra, mas dados da salvação escatológica, que Deus, por intermédio de Jesus Cristo, já põe em andamento no presente para contemplá-la no futuro. Precisamente por isso, fé, esperança e amor se tornam desafios ao cristão para deixar-se determinar em seus atos pela dinâmica do poder da graça, que Deus constitui em Jesus Cristo.
6.      A tríade fé-esperança-amor é relevante não só do ponto de vista ético, mas sobretudo do soteriológico ( Ela delineia em 1Ts o ser dos cristãos “diante de Deus” ( 1,3; cf 2, 19; 3, 9.13), que por amor chamou os cristãos para sua ekklesia e os destinou à salvação no juízo (1, 10; 5, 9s). Ela é, segundo 1Cor 13, a grandeza que permanece ( no sentido escatológico); e de acordo com Gl 5,5s é apenas a fé que em sua eficácia operada pela ágape, fundamenta a esperança na justificação definitiva.) Ela não apenas compreende a postura básica em que se discerne, se reconhece e (na medida em que se trata do homem) se cumpre a vontade salvadora e promovedora de Deus, como também assinala a resposta fundamental à ação de Deus em Cristo, resposta que, em virtude da graça divina, permite ganhar a participação na salvação escatológica.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dos Escritos de Franca / Carta (Espiritualidade)






Caríssimos no Senhor,
Um assunto que nunca tratei a fundo com vocês é o da VOCAÇÃO. Quero falar não da vocação em geral, mas da VOCAÇÃO a Cristo, como padres ou religiosos consagrados.
Delicada, imprevista, penetrante, clara e principalmente persistente, esta vocação é algo de tão íntimo que não precisa de nenhum conselheiro. Parece quase uma relação única, íntima com Deus e no qual a conversa se desenrola somente entre Deus e a criatura que Ele escolheu. E é assim: quando Deus chama é porque os seus olhos já se pousaram sobre a criatura e ele a convida e torna a convidá-la. Certamente Deus não obriga as almas, mas, a exemplo de Maria Santíssima, as convida a obedecer. Mas é tão doce e convidativa a sua chamada, que é difícil fugir-lhe, para optar pela nossa infelicidade, esperando alcançar no mundo sei lá o que!
O que o mundo pode nos oferecer em comparação com o que nos pode dar o nosso Deus? Ser convidado por Ele quer dizer ser convidado ao Amor de Deus. É o amor de Deus, bem diverso do amor humano, é o amor de um Rei verdadeiro que ama plenamente as suas criaturas. "Abençoados aqueles que escutam a minha Palavra e a colocam em prática" disse Jesus no Evangelho. Se estas palavras valem para todos, valerão principalmente para os que ouvem esta Palavra como convite pessoal, que nasce de dentro do coração e da alma de cada candidato que ele quer convidar.
A criatura não tem nenhum merecimento por esta escolha divina e mesmo assim, às vezes, se faz surda. Embora entendendo que é uma escolha para o bem, contudo se obstina e prefere fazer o mal. Santo Agostinho fatigou muito para sair deste "dualismo". Eu gostaria realmente de convidar todos os que têm "vocação" a agradecer antes de tudo o Senhor por terem sido atraídos sem merecimento algum. Gostaria de dizer-lhes: "tenham coragem", o paraíso no fundo é dos... violentos, ou seja, dos que uma vez compreendido Deus, o seguem e ainda mais o querem. Já sei que vão surgir as perguntas de práxis, formuladas principalmente por parentes e amigos: " Você não sabe como é difícil viver os votos desta vocação?", mas diante de nosso Senhor que chama, por que não repor Nele mais fé, mesmo na sua graça de estado? Graça é a chamada, graça será também a ajuda para manter-nos "SEUS" e às "SUAS ORDENS" sempre que de nossa parte façamos o nosso dever e combatamos o respeito humano, aquele terrível respeito humano que nos quer puxar para trás por medo das pessoas, das opiniões dos outros. Quantos pretextos humanos e de medo!
Lembrem-se que o medo não é nunca suficiente para fazer calar a voz do Senhor, se por dentro nos chama. Recordemo-nos também que os consagrados a Deus serão os primeiros a sentar com o Senhor no Paraíso. Recordemos que o Paraíso é eterno. Uma felicidade eterna deveria então ser colocada em dúvida somente por coisas temporárias? É ridículo pensar assim. No Paraíso há um lugar para os seus heróis... Os famosos não fazem coisas sobre a terra para tornarem-se célebres, sem nem mesmo serem chamados! Nós não gostaríamos de responder à sublime chamada: "Eis que estou aqui Senhor!" Cada um procure não ter sobre a consciência o pecado de ter voluntaria ou involuntariamente frustrado, digo FRUSTRADO, o projeto de Deus que o chamava. O mundo escolhe, como eu disse, as suas "estrelas", os seus "astronautas", etc.: e não pode, portanto, o Senhor escolher e chamar os "SEUS" ? Então, procuremos repreender aquelas mães e pais que mesmo indo a Missa e declarando-se cristãos, se sentem ofendidos e se revoltam diante da possibilidade de ter um filho Padre. É realmente delituoso e farisaico.
Aos Escribas e Fariseus se parecem esses tipos de pais, que às vezes passam-se por doentes para impedir mesmo uma consagração a Deus de um filho que é convidado a seguir Jesus. Não pensem que tudo quanto lhes escrevo, o diga somente como formalidade.
Digo-o com convicção de causa. De fato, como a maioria de vocês já sabem, Eu tenho um filho padre/missionário. Pois bem, todos os meus filhos me amam, mais este, lhes garanto, é o que me ama mais. Por quê? O seu afeto vem acrescentado pelo amor de Cristo. Nunca lhes fiz uma carta assim comprida! Mas pelas vocações valia a pena.
Abraço-os como sempre com tanto afeto.
Agosto de 1984

Vossa Franca


FELIZ 2011 A TODOS OS MEMBROS, AMIGOS E SIMPATIZANTES COM AS BENÇÃO E AS GRAÇAS DE DEUS!

SENHOR, DAI-NOS UMA MONTANHA DE FÉ, DAI-NOS UMA FÉ QUE REMOVE AS MONTANHAS!...( Jesus à Franca Cornado)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

VI CONGRESSO: MC, A LUZ QUE VENCE AS TREVAS

O VI Congresso do Movimento Carismático de Assis sem dúvida nenhuma foi grandioso e o MC, como obra do Senhor, ficou cada vez mais conhecido e difundido em muitos corações. Na verdade, a obra do Senhor jamais poderá ser impedida de crescer na Igreja e de ser conhecida na vida e nos corações de muitos. Deus tem os seus desígnios divinos e leva a pleno cumprimento sua obra, apesar de nossa falhas e limitações. A todos que colaboraram e que ajudaram para que este VI Congresso fosse realizado o nosso muito obrigado e a nossa mais viva gratidão, juntamente com nossas orações, desejando a cada um em particular, as copiosas bençãos e as graças de Deus. Colocamos aqui alguns momentos registrados do VI Congresso: