quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


“Diga F. ... que a alma em estado de graça não é outra coisa senão que Deus em expansão”.

(À altura da elevação do Cálice)
 
“Eu entro no mar da limitação (Hóstia Santa) para trazer os limitados ao mar da grandeza”.

“Eu sou o Invencível. Basta só esta certeza para os rebaixar ao nada de vocês. Se vocês se humilharem, terão tudo. Desde a fundação do mundo preparei para vocês o Reino de Delícias e a minha alegria é poder concedê-lo a vocês. Sejam humildes:  a humildade umedece os olhos do vosso Deus”.

“F ... se os puros de coração verão a Deus, que será dos massacrados de coração? Estes últimos são o perfume da minha essência, são as minhas delícias”.

 

“F..., no céu, é verdade, existem muitas moradas; são distribuídas na proporção dos méritos e da capacidade de me amar, demonstrada na terra. Mas, enquanto na terra entende-se por morada um lugar de trabalho, no céu, entende-se como lugar de repouso, alegria e prazer . Na terra existe o prazer dos servos de Deus, no Céu, o prazer dos filhos de Deus”.

ALGUNS PONTOS PRÁTICOS DE NOSSA ESPIRITUALIDADE

 
O Apaziguador
 
      Precisamos lutar a cada dia contra a tentação da divisão, que o diabo (que significa justamente o que provoca divisão, o divisor) tenta inocular em nossa vida de família, de Igreja, de movimento, de grupo e de comunidade, etc. Muitos são os motivos que podem levar ao confronto: os nossos defeitos, as nossas limitações, os nossos preconceitos, etc. Não é para estranhar que isso possa acontecer também no MC. Por isso, foi-nos sugerido através de Franca que se escolhesse uma pessoa que, pelo seu modo de ser, pela sua vida, pelo seu bom senso, possa conciliar os corações, exercendo a função de apaziguador. Veja se cada grupo consegue encontrar alguém entre os membros do MC que possa exercer esta tarefa. 
 

"Não há ainda verdadeira paz entre os membros do MC.
Mas isto é muito importante para atrair as bênçãos do vosso Deus.
Onde está o apaziguador? Quem tem esta missão?"  (02.07.91)
 

     O único Deus de todas as nações


      Nunca como hoje assistimos a uma grande mistura de todos os povos e de todas as raças. Como migrante por falta ou por motivo de trabalho ou pela seca e outros fenômenos naturais; como refugiado por motivo de guerras políticas, religiosas, de tribo, de dominação e poder, como marginalizado ou por outros motivos, não existe país algum que não acolha entre o seu povo pessoas de outras nações, raças, culturas e religiões. Este fato pode nos ajudar para aprender a descobrir e acolher o bom que existe no outro, diferente de nós; para saber dialogar com todos, além dos nossos preconceitos e nossos esquemas mentais, assim como a nos unirmos com todos no combate às injustiças presentes em todas as nações do mundo. Só assim poderemos chegar a reconhecer o Senhor, o único Deus de todos os povos.
 

"Eu estou misturando-os como raças (negros e brancos),
estou experimentando-os como nações, se tendes caridade uns com os outros.
Eu sou o único Deus de todas as nações e igualmente de todas as raças
e de todas as gentes. Retendes o que é bom também das nações,
mas combatei o que é injusto para os povos". (12.07.91)
 

     O desenho de Deus
 
     É tarefa importante para o MC saber ler os fatos extraordinários, além da simples manifestação externa (visão, aparição, locução etc.), para chegar a descobrir o sentido e a missão de cada acontecimento. Por demais fica-se satisfeito com o ter lido aquela mensagem, ter assistido àquela aparição, ter visto aquele sinal, ter falado com o confidente, sem preocupar-se de compreender mais em profundidade o que o Senhor está preparando com isso tudo. Somos convidados como MC, através sobretudo do Centro de Estudos do MC, a descobrir a missão que cada fato possui dentro do desenho do Pai, para poder apresentar à Igreja este mosaico de amor que o nosso Deus está preparando desde a eternidade.
 

"No desenho de Deus há uma ligação de ação entre aparições e aparições,
videntes e confidentes, mesmo tendo cada uma a sua própria característica de missão.
As mesmas missões são diferentes uma da outra, nunca são perfeitamente iguais,
mas tudo coopera para a Igreja, para a minha Esposa à qual
sou unido profundamente desde a eternidade". (20.10.91)
 

      Assim, em locução a Franca, o Senhor exemplifica para nós entendermos melhor esta ligação e confirmação que existe entre as várias aparições:
 

"Toma nota: a tua missão confirmou a de Pierina Gilli em Montichiari.
A Pierina Gilli transmitiu por parte de Nossa Senhora a confirmação para Ghiaie de Bonate.
A missão de Garabandal foi depois confirmada à confidente contemporânea Vassula.
E assim por diante... Fátima com Medjugorie.
É preciso que o Centro de Estudos faça estas buscas de confirmação".
(22.10.91)
 

      Sem medo dos acontecimentos futuros


      Estamos começando o ano de 2013, ano já decretado por muitos, inclusive confidentes, como o ano do grande desastre universal, do momento terrível de "castigo" e de purificação. Com certeza já aconteceram fatos graves e quem sabe poderão ainda acontecer. Mas para os membros e amigos do MC, para os que tem uma fé louca no Senhor , tudo que poderá acontecer hoje ou amanhã, este ano ou outro, isso não será motivo de medo, mas de confiança no Senhor que vem.
 

"Disse no Evangelho (Mt 24,29) que o sol e a lua obscurecer-se-ão,
as potências dos céus serão agitadas,
mas depois Eu, filho do Homem, descerei ao encontro dos meus filhos.
Se descerei até os meus filhos, quer dizer também que, apesar dos espantos,
eles resistirão a estes estrondos dos astros e dos elementos.
Se não resistirão por natureza, resistirão por graça.
Mandem embora então os medos, os muitos medos que vos agitam e vos fazem diminuir a fé.
Fé louca... também diante dos acontecimentos futuros". (18.11.91)


"Se alguém sentisse sua fé desmoronar, pense na minha fidelidade
para com ele, que de forma alguma nunca lhe faltará.
Viva então de fé puríssima, de confiança cega na lealdade do seu Senhor".
(07.12.91)

      No amor de Deus e na benção de Nossa Senhora, Rainha do M.C. desejamos a todos um ano de 2013 cheio das graças do céu e um ano de renovarmos a nossa fé em Deus cada vez mais, sendo verdadeiras testemunhas da sua presença no mundo.
 

PARA A NOSSA REFLEXÃO


 "Há tanta diminuição
do amor de Deus sobre a terra,
preenchei-o vós do M.C.".

 


Que o amor de Deus está diminuindo sobre a terra é fácil para ser constatado. Quanto amor está faltando nas famílias, em nossas comunidades paroquiais, nas comunidades religiosas também, e o mesmo nós podemos dizer do MC de Assis. O que pode causar uma diminuição de amor entre nós? Geralmente, o que esfria o amor de Deus em nossa vida é a nossa falta de fé e de esperança, pois estas três virtudes estão intimamente ligadas entre si.

 

Se a nossa fé é morna, deixa espaço a dúvidas constantes, é algo racional, que no desce ao coração, se faz atenta a qualquer nova doutrina ou devoção, mas não se alimenta da Palavra de Deus, com certeza não vai favorecer o amor e a fraternidade entre nós. Precisamos alimentar a nossa fé com a oração e a leitura diária da Sagrada Escritura que dia após dia nos alimenta e sustenta.

 

Se a nossa esperança se limita ao cotidiano, prisioneira das nossas necessidades familiares ou pessoais, também nós não podemos crescer no amor. O horizonte da nossa vida deve saber estender-se além das preocupações do momento, para abrir o nosso coração ao Projeto do Pai, à fraternidade maior que Ele espera de todos nós, aos passos novos que Ele nos pede. Devemos preparar a segunda vinda do Senhor Jesus. Devemos estar abertos às maravilhas de Deus e saber acolhermos com humildade suas novidades, o novo que brota de nossa vida de fé.

 

Como nós do MC podemos preencher esta diminuição de amor sobre a terra?

 

1.    Renovar nossa fé, pedindo a Deus uma fé grande, louca, capaz de acreditar além do nosso pequeno horizonte limitado.

2.  Saber colocar o projeto de Deus, antes de qualquer nosso projeto pessoal ou familiar, para que Ele possa traçar em nós o projeto dele.

3.  Ter a cada dia, um tempo para ler a Palavra de Deus e se for possível, participar da S. Missa, para estar em comunhão com o Senhor e ter forças para depois ser comunhão com os nossos irmãos e irmãs.

4. Manter contato constante com os pobres, prediletos do Senhor, da forma que nos for possível, para que sejamos sinal de amor e fraternidade, lá onde parece triunfar a marginalização e exclusão.

5.  Ser pessoas que vivem o perdão, que fazem todo esforço para reconciliar as pessoas intrigadas, que estão de mal entre si, não se falam, vivem desunidas.

6.  Ajudar a sua paróquia e comunidade eclesial para unir as forças, se sentir um só corpo, ajudando a superar rivalidades, barreiras e preconceitos que podem existir entre pastorais, ministérios e movimentos ou entre jovens, idosos, adultos.

 

Assim com certeza estamos colaborando para que cresça de novo o amor sobre a terra.

 

P. João Pedro Cornado


 


O SENHOR REINA.
ALEGREMO-NOS, POIS ELE VEM!